quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Margem

Margem

O vento faz a água correr
unidirecionalmente,
contra uma de suas margens.
O mesmo fez com meus dedos,
que choram a vaga,
das letras,
contra as beiras,
de uma página.
Na margem,
folhas e restos.
No papel,
sentimentos incompletos.
O sumo de mexiricas
e de um certo azedume,
de minha contação implacável.
A água e seu compassado correr...
Minha vida
e seu desorganizado querer.

Um comentário: