
Olá a todos os que seguem estas palavras ao vento!
Primeiramente peço desculpas pela ausência de ontem...
É que um pensamento cansado das pernas não pode dizer o que quer.
Agora, sem sono e sede, teço algumas considerações sobre a Palestra "Formação de Recursos Humanos para a Saúde", ministrada na abertura do Pré-Congresso das Ligas Acadêmicas do Trauma, aqui onde estudo, na Unicamp.
Sem a presença de um Prof da casa (Prof. Brenelli, atarefado no Ministério da Saúde), a palestra foi ministrada pelo Prof. Lobo, um dos fundadores da UnB - Universidade de Brasília e idealizador da Faculdade de Ciências da Saúde desta mesma instituição.
Como gosto do tema "Educação Médica", fui ver as considerações do Prof. convidado sobre o tema.
Gosto bastante quando os palestrantes começam dando diretrizes conceituais sobre o que pensam e querem discorrer sobre. Como é interessante pensar que nós, da área da saúde, devemos prezar não simplesmente pela
assistência (algo que, implicitamente, remete ao fato de o paciente se dirigir ao serviço de saúde). Um melhor meio de
encarar o trabalho em saúde é vislumbrá-lo pela ótica da cobertura, ou seja, da responsabilização por um território e de todos os que nele "andam suas vidas".
Outro ponto importante.
Deve-se trocar o ensino pela aprendizagem. Ou seja, o foco da aprendizagem é o estudante, numa posição ativa, de agente de seu próprio conhecimento, ao contrário do termo ensino, que de certa forma é centrado no docente, na transmissão do conhecimento.
Mas sem dúvida, dentre as várias considerações, a analogia dos cursos médicos dentre outros da área da saúde com a imagem de um avião em
vôo cego foi bastante significativa. O que essas duas imagens tem em comum? Tanto o vôo cego quanto a maioria dos cursos de graduação em medicina não possuem objetivos claros, não se orientação por múltiplos sinais (nem os da terra, ou seja, do serviço, das demandas da população - nem os do céu, os estímulos e interesses subjetivos e culturais dos discentes e docentes).
Por fim, Prof. Lobo comentou sobre o erro em que recorrem as escolas médicas ao
delimitar tempo ao invés de espectativas/desempenho de seus acadêmicos. Depender do tempo é contar com aptidões diversas e resultados diversos ao longo do tempo. Já contar com o desempenho, terá-se um parâmetro temporal variável, mas a qualificação terá objetivamente achados semelhantes.
Uma mudança no modo de ver, frente a "forma única", do tipo "one-way-fits-all".