terça-feira, 24 de janeiro de 2012

HEMOCULTURA (I)

HEMOCULTURA (I)

Qual é a sua anemia?
Por qual motivo,
globínico ou férrico,
suas hemácias são parcas?

Os meus gritos de Hydrea
acalmam ou apavoram seus ouvidos poliglobulínicos?

Tens tanta vida,
de tal sorte hiperviscosa,
de outras transfusões adictos...

Não me venha com diagnósticos,
com sua ignorância tão macrocítica,
arme-se de anticorpos,
seja cúmplice
dessas foices que,
não sendo sanguíneas,
são palavras tão anisocíticas.

Meus linfonodos supuram por sua empáfia,
sempre hemoderivada.
Meu baço toca o outro hemicorpo,
enquanto suas agulhas,
vasculham,
neutrófilos, plaquetas, blastos...

Que as hemácias kamikazes,
me tirem desse cor anemico
num suspiro, breve,
totipotência do inusitado.

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