em que só ouço
o vento contar seus lamúrios
penso que a vida,
entre folhas e mesas,
e as canetas coloridas,
que tingem de irregularidades
essas coisas rígidas
não servem para desatar os nós
que trancei com meus desejos.
No silênciopenso no que não ouço,
sei que
o que escrevo
é só verso partido,
pão vencido,
presente quebrado,
dente de leite,
para telhados sem fadas.
E no papel branco,
tinjo de humanidade
esse silêncio que ecoa
entre os assoites do vento de agosto.
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