Minha mesa de estudos,
Fica estrategicamente
Defronte da janela
Para que,
Entre os suspiros dos estudos,
Eu possa observar os transeuntes:
Raramente são pedintes,
Mãos leves, insistentes.
Mais raros são os crentes,
Com seus folhetos religiosos,
Céus e provações,
Mas quando e' você
Solerte transeunte errante,
O vulto que razante corta
O horizonte retangular desta janela,
Não vejo mais vidros ou tramelas,
Estou suspenso,
Entre silêncios e desejos,
Pena que fechar a cortina
Não resolve esta sina....
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