Escrevo estas linhas mobilizado pelo artigo "Políticos e jornalistas: paradoxos brasileiros" do pesquisador Venício Lima, colunista de Carta Maior, que versa sobre uma pesquisa, de caráter anual na Europa e nos EUA, do GfK, intitulada “GfK Trust Index 2009”, sobre a confiabilidade da população frente a alguns profissionais e organizações. A tabela demonstra alguns dos achados da pesquisa.
Dados com relação a confiabilidade dos brasileiros, embora não disponível no Press Release, foram divulgados pelo Jornal Hoje e sumarizam os seguintes achados:
Profissões mais confiáveis
BRASIL
Bombeiros - 95%
Carteiros - 90%
Médicos - 82%
Professores - 81%
Jornalistas - 79%
Profissões menos confiáveis
BRASIL
Político - 16%
Executivo de banco - 38%
Policiais - 48%
Sindicatos - 49%
Funcionalismo público - 53%
Segundo o autor do artigo, não nos é novidade o baixo grau de confiança inspirado pelos políticos, fato vislumbrado na pesquisa e chamariz da imprensa. Porém, mesmo merecendo a confiança de menos de 50% da população, os índices brasileiros ainda são altos se comparados ao de outros países participantes da pesquisa.
Este artigo instigante termina com as seguintes perguntas construídas pelo articulador. Tento responder algumas das questões logo na frente! Se você, leitor, quiser dar a sua opinião, também as responda nos comentários destinados a esta postagem.
Qual seria a parcela de responsabilidade da própria mídia na construção de imagem de tal forma negativa dos políticos? Como parcela dos nossos políticos anda “se lixando” com a opinião pública, acho que a mídia per se anda tendo pouco trabalho em denegrir uma imagem já desgastada por atitudes “alto-destrutivas”. Mas, como se sabe, a influência tendenciosa de muitos veículos midiáticos é de fato “venenante” em alguns casos, e contribui para generalizações que ignoram os políticos compromissados com os interesses da população.
Quais as conseqüências dessa imagem para o descrédito do processo democrático? Boa pergunta! Contribui de maneira monstruosa para que o sentimento de descrença com a democracia seja reinante... Daí, não se torna raro a declamação de frases como "Político é tudo igual", "Muda ano e sai ano, tudo fica a mesma coisa", "Todo políticio rouba mesmo" e coisas do tipo...
Finalizando, o colunista provoca:
“Já com relação aos jornalistas ocuparem o 5º lugar entre as profissões mais confiáveis no Brasil, colocando-se abaixo apenas dos bombeiros, carteiros, médicos e professores, o mistério permanece: O que diferenciaria o jornalista brasileiro do jornalista da Europa e dos EUA que o tornaria tão mais confiável?”Na pesquisa com o público europeu e norte-americano, os jornalistas figuram no sexto lugar dos menos confiáveis. Será que nós, brasileiros, confiamos demais nos jornalistas? Será que analizamos e refletimos pouco sobre o que lemos? Somos menos observadores das maldades da impreensa? Isso dá linha pra muito texto...

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