Doutor:
Quero ver minha irmã.
Se a encontrar, peça que entre no quarto.
Ela tem cabelos compridos,
E um vestido de cores misturadas,
Minha irmã é engraçada.
Ela vem me ver
Diz que está arrumando meu quarto,
Um quarto para mim, a minha espera, lá em casa.
Se a encontrar, peça que entre,
A porta está apenas encostada, cortina aos curiosos.
Minha irmã veio me buscar,
Minha irmã está por aí, ela deve chegar já.
Ela vem me ver,
Ela e seus cabelos grandes, negros
Mas seu vestido, nada de escuros,
Só aquelas cores
De "maria-regalada",
Desde pequena, a entusiasta da família.
Nas roupas e nas palavras,
Esses trapos sem costura.
Se minha irmã chegar,
Que ela entre e me acorde.
Não durmo quando minha irmã aqui vem.
Falamos da vida e do que a vida nos fala...
Se minha irmã demora,
Logo penso que não tarda a chegar.
Minha irmã, esta espera querida,
Das cores com pernas,
dos cabelos que me protegem da solidão.
Doutor, minha irmã que nunca chega...
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