Preciso, mesmo que por alguns minutos, sair andando.
Um pouco sem rumo, mesmo, como que guiado pelos passos e pernas...
Sem destino, sem rumo, como cachorro sem coleiras, de faro fino e farto.
Prefiro os parques, as gramas, a terra e seus cascalhos.
O ritmo, não dos atletas, mas os da música, dos fones, companheiros quase indispensáveis
(não os uso só quando a caminhada é compartilhada de outras duas ou mais pernas, que além de andar, falam!)
Hoje fui, andei, vi capivaras nas margens, roendo os restos de um canto.
Fui também, nos passos, roer meus desconcertos...
Olhei e fui visto. Olhares de um futuro, talvez em relance, senti.
Do contrário, um percalço, uma daquelas esperanças que só servem para animar as inconstâncias dos cantos das gentes...
Hoje, andei e novo ar pelas janelas de dentro limparam a casa.
Agora posso puxar as cortinas...
É que o vento já deixou suas canções, sopros de felicidade.
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