segunda-feira, 27 de junho de 2011

IMAGINA


Spinoza diz:

" Quando a mente humana considera os corpos exteriores por meio das ideias das afecções de seu próprio corpo, dizemos que ela imagina.

E a mente não pode imaginar os corpos exteriores como existentes em ato de nenhuma outra maneira.

Portanto, à medida que imagina os corpos exteriores, a mente não tem deles um conhecimento adequado. "

E assim, digo:

IMAGINA

Imagina se quando é noite,
a gente pudesse sair,
sim,
sair com a licença do dia seguinte...

Imagina também,
se a noite não fosse tão fria,
e no dia,
a correria,
o toque, não mais breve,
o ar, a brisa, de leve,
sentir não seria mais ver.

Não imagina,
não mais se iluda,
imaginar é fantasiar-se
iludir-se com o falso,
os perturbados sentidos...

Imaginar é o que posso,
é o que me sobra,
imaginar que,
o que vejo,
não sendo o real,
é apenas desejo.

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