
Spinoza diz:
" Quando a mente humana considera os corpos exteriores por meio das ideias das afecções de seu próprio corpo, dizemos que ela imagina.
E a mente não pode imaginar os corpos exteriores como existentes em ato de nenhuma outra maneira.
Portanto, à medida que imagina os corpos exteriores, a mente não tem deles um conhecimento adequado. "
E assim, digo:
IMAGINA
Imagina se quando é noite,
a gente pudesse sair,
sim,
sair com a licença do dia seguinte...
Imagina também,
se a noite não fosse tão fria,
e no dia,
a correria,
o toque, não mais breve,
o ar, a brisa, de leve,
sentir não seria mais ver.
Não imagina,
não mais se iluda,
imaginar é fantasiar-se
iludir-se com o falso,
os perturbados sentidos...
Imaginar é o que posso,
é o que me sobra,
imaginar que,
o que vejo,
não sendo o real,
é apenas desejo.
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