terça-feira, 28 de junho de 2011

Conhecimento confuso e mutilado...


Por Spinoza

" ...

Segue-se disso que, sempre que a mente humana percebe as coisas segundo a ordem comum da natureza, ela não tem, de si própria, nem de seu corpo, nem dos corpos exteriores, um conhecimento adequado, mas apenas um conhecimento confuso e mutilado. Com efeito, a mente não conhece a si própria senão enquanto percebe as ideias das afecções do corpo. Mas não percebe o seu corpo senão por meio dessas ideias das afecções, e é igualmente apenas por meio dessas afecções que percebe os corpos exteriores. Portanto, enquanto tem essas ideias, a mente não tem, de si própria, nem de seu corpo, nem dos corpos exteriores, um conhecimento adequado, mas apenas um conhecimento mutilado e confuso.

Afirmo expressamente que a mente não tem, de si prórpia, nem de seu corpo, nem dos corpos exteriores, um conhecimento adequado, mas apenas um conhecimento confuso, sempre que percebe as coisas segundo a ordem comum da natureza, isto é, sempre que está exteriormente determinada pelo encontro fortuito com as coisas, a considerar muitas coisas ao mesmo tempo, a compreender suas concordâncias, diferenças e oposições. Sempre, com efeito, que está, de uma maneira ou outra, interiormente arranjada, a mente considera as coisas clara e distintamente... "

...

Por mim,

CONHECER

Eu conheço você:
lembra do dia,
da música,
da escolha da pontuação,
os votos secretos,
segredando opiniões
filosofias da indiferença?

Conheço sim,
lembra da piada,
pronta,
propositalmente articulada,
para ver o entre-lábios seus,
prêmio em disputa?

Há, certamente o conheço,
de seus olhos, vejo tensões,
dos lábios fechados, gritos e palavrões,
trancafiados,
pelos dentes brancos da cautela

Conheço talvez um sentir,
confuso e mutilado,
distante e esporádico,
convulso e martelado,
dinamite explorável,
filosofia da desavença...

E que vença,
o desconhecer,
frente o querer...

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