domingo, 14 de agosto de 2011

Entardecer

Quando as árvores se destacam,
entre seus galhos,
e as núvens mais embassadas ficam,
é o anúncio que mais um dia míngua.
Vou me por-no-sem sol do dia,
entre as barreiras, portas, cortinas, teias.
Vejo o sol, de uma fresta,
vejo que a vida é apenas esta,
e o possível, o que desponta.
No entardecer,
o viver paree mais fino,
tal como a despedida das vagas lembranças de criança.
Entardecer,
mas o viver,
em meu por do sol sem fim,
apague, no poente, meus medos dos escuros.

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