domingo, 14 de agosto de 2011

O papel aceita tudo

O papel aceita tudo
Recebe minhas palavras,
como parentes distantes.
O papel dá espaço,
indica um plano de apoio,
e continua, branco de mudo,
com suas beiradas estreitas,
a falta de linhas...
Se de dentro é que vem o mote,
é de fora que se tem o desnorte.
A palavra e o corte.
Ambos sangram,
a primeira, com cicatrizes.

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