Dia-poema (I)
Na manhã,
2 pães de queijo duros como pedra,
3 apresentações, curtas como as regras:
o primeiro, liquefeito,
o homem que vê borboletas e que treme o frio dos alpes.
o segundo, paranóide,
o homem das contensões, sonhos entre pedras e metralhadoras
o terceiro, intimista,
o homem que marca as ordens no relógio, nos gritos sem ecos
Uma pausa
3 bolachas,
e um café adoçado com açúcar e plástico
como a manhã pode tornar-se asia!
E depois,
intra-muscularmente
doses cavalares
de precauções
de invenções
Mais diálogos,
dias rotos,
imediatos
o fim
a velhice que me desonra,
que não chega em seu cume da sensata vida
rasgo a rotina
em pedaços de desencontros
Amanhã retorno aos cantos,
digo impropérios,
entoo cantos,
que só ouvem os cegos,
da surdez teimosia,
de ver na tristeza,
a ponta branca, miúda e raquítica,
da enferrujada, amarela e pálida,
alegria.
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