
Estava eu, humilde, aguardando a minha orientadora, que terminava de discutir alguns casos com seus residentes, quando recebi um convite de um dos outros docentes presentes na sala de reuniões para que eu me acomodasse em uma das poltronas e aguardasse até que minha orientadora estivesse disponível para iniciármos nossa reunião.
Como não queria atrapalhar, de início recusei o convite, afirmei que ali mesmo estava bom, aguardando no corredor. Mas, fui logo dissuadido por uma afirmação que, comprovadamente eu já sabia que era uma verdade altamente recorrente: "sua orientadora vai demorar, é melhor esperar aqui dentro".
Adentrei-me ao recinto. Procurei um livro dentro de minha mochila e começei a perseguir as palavras, tentando me desvincular das discussões que transcorriam no ambiente. Foi então que um dos professores começou a dar explicações e a fazer comentários que me chamaram a atenção.
Após alguns comentários, o professor começou a transcorrer sobre "coisas do senso comum". E proferiu: Se o senso comum tivesse efeito terapêutico, nossos pacientes, todos, se curariam com um par de frases, infalível e sem contra-indicações. Tal afirmação atraiu a curiosidade tanto minha quanto a dos residentes. O professor continuou: O paciente contaria sua história, suas queixas, suas inquietudes e diríamos: "Ah... Desencana". O paciente ficaria assustado, com aquela resposta tão abrupta. Daí, como um segundo passo de dança, num átimo, o doutor completaria: "Parte pra outra"! Pronto: o paciente estaria curado!
Achei o comentário muito interessante, sobretudo a reflexão sobre o senso comum, que como seu próprio nome já diz, é um companheiro muito presente no cotidiano.
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