Dois rios me atravessaram,
tirando além do ar, as fuligens das banais rotinas
Dois rios,
o maduro, silencioso e profundo,
das demências...
O outro,o raso, transparente e ondulante,
das eternas infâncias
Estarei eu entre os que se fartam
da falta,
da limpida ausência de ar?
Ou entre os humanos,
angustiados dos desejos,
da pura e ventilatória liberdade?
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