quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dois rios

Dois rios

Dois rios me atravessaram,
tirando além do ar, as fuligens das banais rotinas

Dois rios,
o maduro, silencioso e profundo,
das demências...

O outro,
o raso, transparente e ondulante,
das eternas infâncias

Estarei eu entre os que se fartam
da falta,
da limpida ausência de ar?

Ou entre os humanos,
angustiados dos desejos,
da pura e ventilatória liberdade?




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