Sem Sal
tão morno,
tão bolacha água e sal!
Acredita nos editoriais,
dá risada dos comerciais,
fala de política,
como se vendesse balas no semáforo!
Isso é de dar nos nervos,
ouvir sua conversa muda,
que só grita com os olhos,
ou quando te insulto,
com impropérios,
Irrito-me a certo ponto
que desejo-lhe
nos momentos em que me afogo
nas torrentes da raiva
que você tome morada
eterna e gelada,
nas sombras eternas,
para não mais me coçar
com as pulgas da paciência,
Contudo,
num segundo,
grito de joelhos,
lamúrias e perdões,
e justifico
que ser sem sal,
em meio a obesos,
hipertensos e bufões,
pode até ser uma palatável,
deglutível e suspirável,
prato encorpado,
se bem acompanhado,
um caldo de relação!

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