Eis o trecho, de uma literatura cativante, com suas palavras escolhidas a dedo pelas trêmulos e inquietantes mãos do escritor da Geraes, divulgadas pela Editora do Instituto Moreira Salles (ims.uol.com.br):
"Possuo o passaporte do infinito:uma rosa, um canto, uma pintura,
tanto faz: inaugurar o mundo.
E tudo é abismo, e tudo é tarde
e sobre tudo cai a cinza dos poemas.
Mas a solidão tem sentido.
Sabes
que na lucidez da madrugada,
um amigo te entende e outro te chama,
e um quer te ajudar,
e o outro te convida para jornada
e quer mostrar-te a pedreira de mil faces,
e todos querem saber de ti, da tua bruma,
das visões inenarráveis do melancólico"
Trecho de "Poema a Otto Lara Resende" ou "Vinte e Três Agostos no Coração", do escritor e jornalista Paulo Mendes Campos. Na foto acima, Paulo é o último, diametralmente oposto a Drummond, ambos circunscrevendo, Vinícius de Moraes, Manoel Bandeira e Mário Quintana.
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E com um pouco de poesia,
caminho meu dia!
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