
Enquanto,
no duelo das eras
uns discutem cores
ora de gravatas,
ora de bravatas,
ou mesmo,
embrenham-se
na mata exótica
de arguir
aos hipócritas
se o branco que lhes cabem
é mais alvo
que de uns dispares de si,
eu prefiro
no meu canto,
em meus giros,
ficar com minhas
insignificânciazinhas
são tão torpes,
embora doces,
e dispensavelmente minhas
que as reconheço
pelo olfato da mesmice.
Mas se um dia,
tão inesperadamente vago,
tão impensavelmente palco
na luz de insultos e lágrimas
resolver,
revolver-me
num movimento,
num querer pós-ictal,
uma vontade
de alicate e estouros
romper e sair deste estado menoritárioarremato sem estas
poucas,
mas pesadas
insignificânciazinhas
e não mais confio em bordados,
tons ou achados
passo a dar partido
aos bandos
bandidos
barbáreos
que me roubam da prisioneira,
fatídica e verdadeira,
ribanceira de mim
entoando coros
ouço o eco
à gauche
o alarde
sem serafim.
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